sábado, 21 de março de 2015

Santarém, domingo, 22/março: tod@s às ruas contra as hidrelétricas no Tapajós-Juruena-Teles Pires


ESTA É A HORA DE DERROTAR AS HIDRELÉTRICAS DO TAPAJÓS!
Neste momento, o Governo Dilma está na defensiva no tabuleiro da disputa política nacional. Além da crise na economia, que leva à retirada de direitos dos trabalhadores e da juventude, a OPERAÇÃO LAVA JATO desnudou as relações promíscuas entre Governo, partidos da base aliada (e também da oposição de direita) com as empreiteiras que financiam suas campanhas eleitorais. Com a repercussão do escândalo da Petrobrás, a aprovação de Dilma despencou de forma inédita.
Esse elemento novo da conjuntura nacional pode e deve ajudar a nossa luta contra as hidrelétricas do Tapajós. Isso porque as empreiteiras envolvidas no esquema da Petrobrás são as mesmas que têm construído as hidrelétricas do PAC (como a UHE Belo Monte) e serão elas também que ficarão responsáveis pelo Complexo Hidrelétrico do Tapajós, se o projeto for adiante. A propósito, a CAMARGO CORREA (que teve seus executivos presos pela Polícia Federal) já integra o “Grupo de Estudos Tapajós”, que elaborou o EIA-RIMA da Usina São Luiz do Tapajós.
O superfaturamento, verificado nas obras da Petrobrás, certamente também se faz presente na construção de Belo Monte, cujos custos passaram de R$ 16 bilhões (previstos em 2010) para os atuais R$ 30 bilhões. Para a implantação do Complexo Hidrelétrico do Tapajós, a previsão inicial de custos é de R$ 19 bilhões – valor que deve aumentar no decorrer das obras. Tanto num caso como noutro, estamos falando, em sua maioria, de DINHEIRO PÚBLICO, disponibilizado pelo BNDES.
Além dos crimes ambientais, Belo Monte e o Complexo Tapajós se assemelham também pela falta de racionalidade econômica: vários estudos apontam que os custos superam os benefícios, tornando os projetos economicamente inviáveis. Apesar disso, são obras muito vantajosas para as empreiteiras e os partidos apodrecidos que elas financiam.
A pergunta que fica é: nós, cidadãos, vamos aceitar que NOSSO DINHEIRO seja utilizado para destruir o Rio Tapajós e engordar os lucros de empreiteiras e políticos corruptos?
A grande MANIFESTAÇÃO em defesa do RIO TAPAJÓS e seus povos, marcada para este domingo (22 de março) ocorrerá em momento muito oportuno. Precisamos aproveitar o desgaste político da Presidente Dilma para fazê-la recuar no seu plano hidroelétrico para o Rio Tapajós, que ameaça a vida, o território e a cultura de milhares de indígenas e ribeirinhos da nossa região.
Hoje, mais do que nunca, a conjuntura aponta para uma possibilidade real de VITÓRIA. Por isso, é hora de irmos todos às ruas no dia 22 de março! 
TAPAJÓS VIVO!

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